quinta-feira, 27 de maio de 2010

Em Jerusalém...

Para refletir ainda qual o papel que as Casas Espíritas realizam, colocamos passagem do livro, "Paulo e Estevão" de Emmanuel e Chico Xavier daEditora da FEB (Federação Espíta Brasileira).

Façam a leitura e percebam que o encontro de Jeziel (Estevão) com Efraim, nos dizeres de Irineu que ele era "um dos Bons Homens do "Caminho".

Guardadas as devidas proporções não difere da nossa chegada a Casa Espírita. Na provável atenção que recebemos daqueles que nos receberam na instituição. Por isso o Espiritismo revive o Cristianismo das primeiras horas.

Falaremos mais deste episódio nas próximas aulas.




[...]

— Irineu de Crotona, para vos servir — respondeu o interpelado, visivelmente satisfeito com o dinheiro que lhe refertava o bolso.

— Meu amigo — exclamou o rapaz extremamente enfraquecido —, estou enfermo e não conheço esta cidade, de modo a tomar qualquer resolução.

Podeis indicar-me algum albergue ou alguém que me possa prestar a caridade de um asilo?

Irineu esboçou uma fácies de fingida piedade e respondeu: — Pesa-me nada ter para colocar à disposição de vossas necessidades; e

também não sei onde possa existir um abrigo adequado para receber-vos, como se faz preciso. A verdade é que, para a prática do mal, todos estão prontos, mas para fazer o bem...

Depois, concentrando-se por momentos, acrescentou:

Ah! agora me lembro!... Conheço umas pessoas que vos podem auxiliar. São os homens do “Caminho”. (1)

Mais algumas palavras e Irineu prontificou-se a conduzi-lo ao conhecido mais próximo, amparando-lhe o corpo enfermo e vacilante.

O sol caricioso da manhã começava a despertar a Natureza com os seus raios quentes e confortadores. Feita a reduzida caminhada por um atalho agreste, sustido pelo meliante arvorado em benfeitor, Jeziel parava à porta de uma casa de aparência humilde. Irineu entrou e de lá regressou com um homem idoso, de semblante agradável, que estendeu a mão, cordialmente, ao moço hebreu, dizendo:

De onde vens, irmão?

O rapaz admirou-se de tanta afabilidade e delicadeza, num homem a quem via pela primeira vez. Por que lhe dava o título familiar, reservado ao círculo mais íntimo dos que nasciam sob o mesmo teto?

— Por que me chamais irmão, se não me conheceis? — interrogou comovido.

Mas o interpelado, renovando o sorriso generoso, acrescentava:

— Somos todos uma grande família em Cristo Jesus.

Jeziel não compreendeu. Quem seria aquele Jesus? Um novo deus para os que desconheciam a lei? Reconhecendo que a enfermidade não lhe dava ensanchas a cogitações religiosas ou filosóficas, respondeu simplesmente: Deus vos recompense pela generosidade da acolhida. Venho de Cefalônia, tendo adoecido gravemente em viagem, e assim e que, neste estado, recorro à vossa caridade.

(1) Primitiva designação do Cristianismo. (Nota de Emmanuel.)

— Efraim — disse Irineu dirigindo-se ao dono da casa —, nosso amigo tem febre e o seu estado geral requer cuidados. Você, que é um dos bons homens do “Caminho”, há de acolhê-lo com o coração dedicado aos que sofrem.

Efraim aproximou-se mais do jovem enfermo e observou:

— Não é o primeiro doente de Cefalônia que o Cristo envia à minha porta. Ainda anteontem, outro aqui surgiu com o corpo crivado de feridas de mau caráter. Aliás, conhecendo a gravidade do caso, pretendo logo à tarde levá-lo para Jerusalém.

— Mas, é necessário ir tão longe? — perguntou Irineu com certo espanto.

— Somente lá, temos maior número de cooperadores — esclareceu com humildade.

Ouvindo o que diziam e considerando a necessidade de ausentar-se do porto em obediência às recomendações do patrício que se lhe mostrara tão amigo, restituindo-o à liberdade, Jeziel dirigiu-se a Efraim num apelo humilde e triste:

— Por quem sois! levai-me para Jerusalém convosco, por piedade!...

O irterpelado, evidenciando natural bondade, anuiu sem maior estranheza:

— Irás comigo.

Abandonado por Irineu aos cuidados de Efraim, o doente recebeu carinhos de um verdadeiro amigo. Não fosse a febre e teria travado com o irmão um conhecimento mais íntimo, procurando conhecer minuciosamente os nobres princípios que o levaram a estender-lhe a mão protetora. Contudo, mal conseguiu manter-se de pensamento vigilante sobre si mesmo, a fim de elucidar as suas interrogações carinhosas, medicando-se convenientemente. Ao crepúsculo, aproveitando a frescura da noite, uma carroça, cuidadosamente velada por um toldo de pano barato, saía de Jope com destino a Jerusalém.

Caminhando cuidadoso para não esfalfar a pobre alimária, Efraím transportava os dois enfermos à cidade próxima, buscando os recursos

indispensáveis. Descansando aqui e ali, somente na manhã seguinte o veículo parou à porta de um casarão de grandes proporções, aliás paupérrimo em sua feição exterior. Um rapaz de semblante alegre veio atender ao recém-vindo, que o interpelou com intimidade:

- Urias, poderás dizer-me se Simão Pedro está?

- Está, Sim.

- Poderás chamá-lo em meu nome?

- Vou já.

Acompanhado de Tiago, irmão de Levi, Simão apareceu e recebeu o visitante com efusivas demonstrações de carinho. Efraim esclareceu o motivo da sua presença. Dois desamparados do mundo requeriam auxílio urgente.

- Mas é quase impossível - atalhou Tiago. - Estamos com quarenta e nove doentes acamados.

Pedro esboçou um sorriso generoso e obtemperou:

- Ora, Tiago, se estivéssemos pescando, seria justo nos eximíssemos desse ou daquele dever que exorbitasse a esfera das obrigações inadiáveis de cada dia, junto da família, cuja organização vem de Deus; mas agora o Mestre nos legou o trabalho de assistência a todos os seus filhos, no sofrimento. Presentemente, nosso tempo se destina a isso; vejamos, pois, o que é possível fazer.

E o bondoso Apóstolo adiantou-se para acolher os dois infelizes. Desde que viera do Tiberíades para Jerusalém, Simão transformara-se em célula central de grande movimento humanitarista. Os filósofos do mundo sempre pontificaram de cátedras confortáveis, mas nunca desceram ao plano da ação pessoal, ao lado dos mais infortunados da sorte. Jesus renovara, com exemplos divinos, todo o sistema de pregação da virtude.

Chamando a si os aflitos e os enfermos, inaugurara no mundo a fórmula da verdadeira benemerência social.

As primeiras organizações de assistência ergueram-se com o esforço dos apóstolos, ao influxo amoroso das lições do Mestre.

Era por esse motivo que a residência de Pedro, doação de vários amigos do "Caminho", regurgitava de enfermos e desvalidos sem esperança. Eram velhos a exibirem úlceras asquerosas, procedentes de Cesaréia; loucos que chegavam das regiões mais longínquas, conduzidos por parentes ansiosos de alívio; crianças paralíticas, da Iduméia, nos braços maternais, todos atraídos pela fama do profeta nazareno, que ressuscitava os próprios mortos e sabia restituir tranqüilidade aos corações mais infortunados do mundo.

Natural era que nem todos se curassem, o que obrigava o velho pescador a agasalhar consigo todos os necessitados, com carinho de um pai. Recolhendo-se ali, com a família, era auxiliado particularmente por Tiago, filho de Alfeu, e por João; mas, em breve, Filipe e suas filhas instalavam-se igualmente em Jerusalém, cooperando no grande esforço fraternal.

Tamanho o movimento de necessitados de toda sorte, que há muito Simão não mais podia entregar-se a outro mister, no concernente à pregação da Boa Nova do Reino. A dilatação desses misteres vinculara o antigo discípulo aos maiores núcleos do judaísmo dominante. Obrigado a valer-se do socorro dos elementos mais notáveis da cidade, Pedro sentia-se cada vez mais escravo dos seus amigos benfeitores e dos seus pobres beneficiados, acorridos de toda parte, em grau de recurso supremo ao seu espírito de discípulo abnegado e

sincero. Atendendo às solicitações confiantes de Efraim, providenciou para que ambos os enfermos fossem instalados na sua casa pobre.

Jeziel ocupou leito asseado e singelo, em estado de completa inconsciência, no delírio da febre que o prostrava. Suas palavras desconexas, entretanto, revelavam tão exato conhecimento dos textos sagrados, que Pedro e João se interessaram de modo especial por aquele jovem de faces macilentas e tristes. Mormente Simão, passava longas horas entretido em ouvi-lo, anotando-lhe os conceitos profundos, embora filhos da exaltação febril.

Decorridas duas semanas exaustivas, Jeziel melhorou, rearmonizando as próprias faculdades para melhor analisar e sentir a nova situação. Afeiçoara-se a Pedro, como um filho afetuoso ao legitimo pai. Notando-lhe o carinho, de leito em leito, de necessitado a necessitado, o moço hebreu experimentava deliciosa e íntima surpresa, O ex-pescador de Cafarnaum, relativamente moço ainda, era o exemplo vivo da renúncia fraterna. Tão logo convalescente, Jeziel foi transferido a ambiente mais calmo, à sombra amena de vetustas tamareiras que circundavam a velha casa.

Entre ambos estabelecera-se, desde os primeiros dias, a corrente magnética das grandes atrações afetivas.

Nessa manhã, as observações amáveis sucediam-se e, não obstante a justa curiosidade que lhe pairava nalma, a respeito do interessante hóspede, Simão ainda não tinha logrado o ensejo de um intercâmbio de idéias, mais íntimo, de maneira a sondar-lhe os pensamentos, inteirando-se dos seus sentimentos e da sua origem. Ao sopro generoso da aragem matinal, sob as árvores frondosas, o Apóstolo criou ânimo e, a certa altura, depois de distrair o convalescente com alguns ditos afetuosos, buscou penetrar-lhe o mistério, cuidadosamente:

— Amigo — disse com jovial sorriso —, agora que Deus te restituiu a saúde preciosa, regozijo-me por havermos recebido tua visita em nossa casa. Nosso júbilo é sincero, pois que, nos mínimos detalhes da tua permanência entre nós, revelaste a condição espiritual de filho legítimo dos lares organizados com Deus, pelo conhecimento que tens dos textos sagrados. E tanto me impressionei com as tuas referências a Isaías, quando deliravas com febre alta, que desejaria saber de que tribo descendes. Jeziel compreendeu que aquele amigo sincero, antes irmão carinhoso nas horas mais críticas da enfermidade, desejava conhecê-lo melhor, identificá-lo íntima e profundamente, com delicada argúcia psicológica. Achou justo e considerou que não devia desprezar o amparo de um coração verdadeiramente

fraterno, para o acendramento das próprias energias espirituais.

— Meu pai era filho dos arredores de Sebaste e descendia da tribo de Issacar — esclareceu atencioso.

— E era tão altamente dedicado ao estudo de Isaías?

— Estudava sinceramente todo o Testamento, sem preferências, talvez, de ordem particular. A mim, porém, Isaías sempre me impressionou profundamente pela beleza das promessas divinas de que foi portador, anunciando-nos o Messias, sobre cuja vinda tenho meditado desde a infância.

Simão Pedro esboçou um sorriso de viva satisfação e disse:

— Mas, não sabes que o Messias já veio?

Jeziel teve um brusco sobressalto na cadeira improvisada.

— Que dizeis? — inquiriu ansioso.

— Nunca ouviste falar em Jesus de Nazaré?

Embora recordasse vagamente as palavras ouvidas de Efraim, declarou:

— Nunca!

— Pois o profeta nazareno já nos trouxe a mensagem de Deus para todos os séculos.

E Simão Pedro, olhos acesos na chama luminosa dos que se sentem felizes ao recordar um tempo venturoso, falou-lhe da exemplificação do Senhor, traçando uma perfeita biografia verbal do Mestre sublime. Em traços de forte colorido, lembrou os dias em que o hospedava no seu tugúrio à margem do Genesaré, as excursões pelas aldeias vizinhas, as viagens de barca, de Cafarnaum aos sítios marginais do lago. Era de se lhe ver a emoção intraduzível da voz, a alegria interior com que rememorava os feitos

e prédicas junto ao lago marulhoso, acariciado pelo vento, a poesia e a

suavidade dos crepúsculos vespertinoS. A imaginação viva do Apóstolo sabia

tecer comentários judiciosos e brilhantes ao evocar um leproso curado, um

cego que recuperara a vista, uma criancinha doente e prestes restabelecida.

Jeziel bebia-lhe as palavras, inteiramente empolgado, como se houvesse

encontrado um mundo novo. A mensagem da Boa Nova penetrava-lhe o

espírito desencantado, como um bálsamo suave.

Quando Simão parecia prestes a terminar a narrativa, não pôde conter-se

e perguntou:

— E o Messias? Onde está o Messias?

— Há mais de um ano — exclamou o Apóstolo apagando a vivacidade com a lembrança triste — foi crucificado aqui mesmo em Jerusalém, entre os ladrões. ...[...]

A CASA, A SOCIEDADE, O CENTRO ESPÍRITA.




“A Casa de Espiritismo Evangélico, por mais humilde, é sempre santuário de renovação mental na direção da vida superior.
Nenhum de nós que serve, embora com a simples presença, a uma instituição dessa natureza, deve esquecer a dignidade do encargo recebido e a elevação do sacerdócio que nos cabe.
Nesse sentido, é sempre lastimável duvidar da essência divina da nossa tarefa.
O ensejo de conhecer, iluminar, contribuir, criar e auxiliar, que uma organização nesses moldes nos faculta, procede invariavelmente de algum ato de amor ou de alguma sementeira de simpatia que nosso espírito, ainda não burilado, deixou à distância, no pretérito escuro que até agora não resgatamos de todo.
Uma Casa Espírita é uma escola onde podemos aprender e ensinar, plantar o bem e recolher-lhe as graças, aprimorar-nos e aperfeiçoar os outros, na senda eterna.
Quando se abrem as portas de um templo espírita cristão ou de um santuário
doméstico, dedicado ao culto do Evangelho, uma luz divina acende-se nas trevas da ignorância humana e, através de raios benfazejos desse astro de fraternidade e conhecimento, que brilha para o bem da comunidade, os homens que dele se avizinham, ainda que não desejem, caminham, sem perceber, para a vida melhor”.

Emmanuel


O QUE É?

• É escola de formação espiritual e moral, baseada no Espiritismo.
• É posto de atendimento fraternal a todos os que o procuram, com o propósito de obter orientação, esclarecimento, ajuda ou consolação.
• É núcleo de estudo, de fraternidade, de oração e de trabalho, com base no Evangelho de Jesus, à luz da Doutrina Espírita.
• É casa onde as crianças, os jovens, os adultos e os idosos tenham oportunidade de conviver, estudar e trabalhar, dentro dos princípios espíritas.
• É oficina de trabalho que proporciona aos seus freqüentadores oportunidade de exercitar o aprimoramento íntimo, pela vivência do Evangelho em suas atividades.
• É recanto de paz construtiva, propiciando a união de seus freqüentadores na vivência da recomendação de Jesus: “Amai-vos uns aos outros”.
• Caracteriza-se pela simplicidade própria das primeiras Casas do Cristianismo nascente na prática da caridade, na total ausência de imagens, paramentos, símbolos, rituais, sacramentos ou outras quaisquer manifestações exteriores.
• É a unidade fundamental do Movimento Espírita.

SEUS OBJETIVOS

Promover o estudo, a difusão e a prática da Doutrina Espírita, atendendo e ajudando as pessoas que:
• buscam orientação e amparo para seus problemas espirituais e materiais;
• querem conhecer e estudar a Doutrina Espírita;
• querem exercitar e praticar a Doutrina Espírita, em todas as suas áreas de ação.


ATIVIDADES BÁSICAS

a) Promover, com vistas ao aprimoramento íntimo de seus freqüentadores, o estudo metódico e sistemático e a explanação:

1. da Doutrina Espírita no seu tríplice aspecto – científico, filosófico e religioso – consubstanciada na Codificação Kardequiana;
2. do Evangelho, segundo a Doutrina Espírita.

b) Promover a evangelização da criança, à luz da Doutrina Espírita;
c) Incentivar e orientar o jovem para o estudo e a prática da Doutrina Espírita e favorecer-lhe a integração nas tarefas da Casa Espírita;
d) Promover a divulgação da Doutrina Espírita, também por meio do livro;
e) Promover o estudo da mediunidade, visando oferecer orientação segura para as atividades mediúnicas;
f) Realizar atividades de assistência espiritual, mediante a utilização dos recursos oferecidos pela Doutrina Espírita, inclusive reuniões mediúnicas privativas de desobsessão;
g) Manter um trabalho de atendimento fraterno, por meio do diálogo, com orientação e esclarecimento às pessoas que buscam a Casa Espírita;
h) Promover o serviço de assistência social espírita, assegurando suas características beneficentes, preventivas e promocionais, conjugando a ajuda material e espiritual, fazendo com que este serviço se desenvolva concomitantemente com o atendimento às necessidades de evangelização;
i) Incentivar e orientar a instituição do Culto do Evangelho no Lar.

ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS

a) Manter organização própria, segundo as normas legais vigentes, compatível com a maior ou menor complexidade de cada Casa e estruturada de modo a atender às finalidades do Movimento Espírita;
b) Estabelecer metas para a Casa Espírita em suas diversas áreas de atividades, planejando periodicamente suas tarefas e avaliando seus resultados;
c) Facilitar a efetiva participação dos freqüentadores nas atividades da Casa Espírita;
d) Estimular o processo do trabalho em equipe;
e) Dotar a Casa Espírita de locais e ambientes adequados de modo a atender, em primeiro lugar, às atividades prioritárias;
f) Zelar para que as atividades exercidas em função do Movimento Espírita sejam gratuitas, vedada qualquer espécie de remuneração;
g) Não envolver a Casa Espírita em quaisquer atividades incompatíveis com a Doutrina Espírita;
h) Aceitar somente os auxílios, doações, contribuições e subvenções, bem como firmar convênios de qualquer natureza e procedência, desvinculados de quaisquer compromissos que desfigurem o caráter espírita da Instituição ou que impeçam o normal desenvolvimento de suas atividades, em prejuízo das finalidades doutrinárias,
preservando, assim, a total independência administrativa da Entidade.


ATIVIDADES DE COMUNICAÇÃO

a) Promover a difusão do livro espírita;
b) Utilizar os meios de comunicação – jornais, revistas, boletins informativos e volantes de mensagens, rádio e televisão , na difusão da Doutrina Espírita e do Evangelho, de maneira condizente com os seus princípios;
c) Incentivar o estudo e a divulgação do Esperanto como instrumento neutro da fraternidade entre os homens e os povos do mundo.

ATIVIDADES DE UNIFICAÇÃO

a) Participar efetivamente das atividades do Movimento de Unificação;
b) Conjugar esforços e somar experiências com as demais instituições Espíritas de uma mesma localidade ou região de modo a evitar paralelismo ou duplicidade de realização.


SEU PAPEL NA SOCIEDADE

A Casa Espírita é a célula mater da nova sociedade, porque nela se reúnem almas que trabalham pelo progresso geral e se transformará numa escola, porque esta é uma das funções precípuas da Casa Espírita. Uma Escola, porém, naquela abrangência muito bem definida pela Pedagogia moderna, que não apenas instrui, mas também educa, criando hábitos consentâneos com as próprias diretrizes da Codificação. A Casa Espírita realizará o mister de transformar-se na célula viva da comunidade onde se encontra, criando uma mentalidade fraternal e espiritual das mais relevantes, porque será escola e santuário, hospital e lar, onde as almas encarnadas e desencarnadas encontrarão diretrizes para uma vida feliz, e, ao mesmo tempo, o alimento para sobreviver aos choques do mundo exterior.

FONTES

Do Opúsculo: Orientação ao Centro Espírita.
Site: http://www.febrasil.org.br

Reformador, de janeiro de 1951.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Experimentar e observar a ferramenta






Amigos de Ideal!!!


Vamos experimentar e observar este canal de comunicação para viabilizar para alguns companheiros a aprendizagem sobre o Espiritismo.
Uma ferramenta a mais para usarmos e poder auxiliar nas discussões, sugestões e idéias para melhorarmos ainda mais o trabalho em nossa Casa.
Lembrar a todos que a Doutrina Espírita, nos leva a coerencia e ao bom senso.
E com elas que trabalharemos com mais esse recurso.


Fiquemos na luz!!!

Anderson de Mello

Perante Nós Mesmos




Perante Nós Mesmos

Vigiar as próprias manifestações, não se julgando indispensável
e preferindo a autocrítica ao auto-elogio, recordando que o
exemplo da humildade é a maior força para a transformação das
criaturas.
Toda presunção evidencia o afastamento do Evangelho.
*
Agir de tal modo a não permitir, mesmo indiretamente, atos
que signifiquem profissionalismo religioso, quer no campo da
mediunidade, quer na direção de instituições, na redação de livros
e periódicos, em traduções e revisões, excursões e visitas, pregações
e outras quaisquer tarefas.
A exploração da fé anula os bons sentimentos.
*
Render culto à amizade e à gentileza, estendendo-as, quanto
possível, aos companheiros e às organizações, mas sem escravizar-
se ao ponto de contrariar a própria verdade, em matéria de
Doutrina, para ser agradável aos outros.
O Espiritismo é caminho libertador.
*
Recusar várias funções simultâneas nos campos social e doutrinário,
para não se ver na contingência de prejudicar a todas,
compreendendo, ainda, que um pedido de demissão, em tarefa
espírita, quase sempre equivale a ausência lamentável.
O afastamento do dever é deserção.
*
Waldo Vieira - Conduta Espírita - pelo Espírito André Luiz
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Efetuar compromissos apenas no limite das próprias possibilidades,
buscando solver os encargos assumidos, inclusive os
relacionados com as simples contribuições e os auxílios periódicos
às instituições fraternais.
Palavra empenhada, lei no coração.
*
Libertar-se das cadeias mentais oriundas do uso de talismãs e
votos, pactos e apostas, artifícios e jogos de qualquer natureza,
enganosos e prescindíveis.
O espírita está informado de que o acaso não existe.
*
Esquivar-se do uso de armas homicidas, bem como do hábito
de menosprezar o tempo com defesas pessoais, seja qual for o
processo em que se exprimam.
O servidor fiel da Doutrina possui, na consciência tranqüila, a
fortaleza inatacável.
*
“Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-
vos a vós mesmos.”
Paulo. (2ª epístola aos coríntios, capítulo 13, versículo 5.)

Livro: Conduta Espírita - André Luiz/Waldo Vieira Editora FEB